
O ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), voltou a criticar a gestão da segurança pública no estado e atribuiu ao governo estadual responsabilidade pelo avanço da violência em território baiano.
As declarações ocorreram durante agenda política em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, após a divulgação do Atlas da Violência 2026, que aponta a Bahia, pelo décimo ano consecutivo, como o estado com o maior número de homicídios do país.
Segundo ACM Neto, o problema da insegurança tem afetado a rotina de famílias, comerciantes e moradores tanto da capital quanto do interior baiano.
“É a mãe que não consegue dormir porque seu filho não chegou em casa. É o comerciante que é obrigado a fechar as portas porque está tendo tiroteio”, afirmou.
Na avaliação do pré-candidato, a gestão estadual não enfrenta o tema de forma direta e trata a violência como consequência de um cenário nacional.
“Não adianta dizer que é um problema do Brasil inteiro. Existem estados que conseguiram avançar”, declarou, ao citar visita recente ao estado de Goiás para conhecer modelos de gestão na área da segurança pública.
ACM Neto também afirmou que, em sua visão, falta maior envolvimento direto do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no enfrentamento da crise.
“Se você não tem um governador com autoridade, que se envolva no problema, não adianta”, disse.
De acordo com o ex-prefeito, os dados do Atlas da Violência indicam que a Bahia também apresenta índices preocupantes relacionados a homicídios de jovens, negros e mulheres. Para ele, o cenário exige ações mais amplas, envolvendo educação, assistência social e valorização das forças policiais.
Aliados de ACM Neto avaliam que a segurança pública deverá ocupar posição central no debate eleitoral na Bahia, especialmente diante do crescimento das facções criminosas e da sensação de insegurança em cidades do interior.
O pré-candidato também defendeu políticas voltadas à juventude, argumentando que muitos jovens ficam mais vulneráveis à criminalidade pela falta de oportunidades.
“A principal vítima da violência é o jovem. É preciso resgatar o jovem, tirar o jovem da rua, porque na rua ele é presa fácil para o crime organizado”, afirmou.
ACM Neto ainda citou o impacto da violência no cotidiano de pequenos municípios baianos.
“Muita gente que antigamente morava com a porta aberta de casa, hoje mora com grade e cadeado, porque o problema da violência chegou ao interior”, declarou.
FONTE: ACESSE POLÍTICA
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