
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) solicitou ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) a suspensão de pagamentos do Itapedro 2026, evento que ocorrerá em Itabuna entre 25 e 28 de junho. A promotora Rafaella Silva Carvalho aponta indícios de superfaturamento e falta de transparência nas contratações artísticas, cujo custo total previsto é de R$ 12,8 milhões.
Segundo o órgão, diversos cachês superam significativamente os valores de mercado praticados em 2025, mesmo considerando a correção inflacionária. A investigação destaca aumentos expressivos em relação à média de referência, como os de João Gomes (46,2%), Natanzinho Lima (35,78%), Dorgival Dantas (29,87%), Pablo (27,93%), Thiago Aquino (26,8%) e Gusttavo Lima (16,85%), além de criticar a ausência de publicação detalhada da maioria dos contratos no Portal Nacional de Contratações Públicas.
O MPBA exige a imediata adequação dos valores aos parâmetros de controle e a transparência total dos processos de contratação. Caso o TCM acate o pedido de liminar, a prefeitura e a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) poderão ser obrigadas a ajustar os gastos ou justificar tecnicamente os custos, sob pena de responsabilização administrativa dos gestores.
Até o momento, a Prefeitura de Itabuna e a FICC não se pronunciaram sobre as acusações. A decisão do tribunal definirá se o evento será mantido em sua forma original ou se enfrentará interrupções devido às suspeitas de irregularidades financeiras.

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