Sábado, 13 de Junho de 2026
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Política CONGRESSO

Governo errou ao não formar maioria no Congresso, diz Wellington Dias

Segundo o ministro, o foco em conquistar 2/3 nos Casas inviabilizou construção de base estável na Câmara e no Senado.

08/06/2026 09h08
Por: Redação
FOTO:REPRODUÇÃO
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O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), disse que o principal erro do 3º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi não consolidar uma maioria simples na Câmara e no Senado.

“Temos que cuidar das duas Casas e ter uma maioria simples nelas. Qual foi o erro político desse 3º mandato do presidente Lula? A obsessão de ter 2/3 na Câmara e Senado, que era impossível, fez com que a gente não valorizasse a chance que tínhamos de ter acima de 257 votos na Câmara e acima de 41 no Senado”, declarou.

Dias disse que faltou “diálogo” com congressistas e que o governo “não cuidou de conseguir” mais apoio no Congresso. Declarou que “um líder do tamanho” de Lula não pode segurar essa situação. “E, se tiver matéria que precisa de mais votos [acima da maioria simples], resolvemos no diálogo”, afirmou.

Para conseguir esse apoio em um eventual novo mandato, Dias mencionou a construção de palanques na campanha eleitoral. Ressaltou que a maioria é de “centro apoiado pela esquerda”, que reflete o momento vivido pelo Brasil.

“Se a gente tem esse compromisso e valoriza esse parlamentar para ser a referência do que o governo faz ali, eles passam a ser protagonistas, representando esse apoio governamental para as políticas. A população valoriza e dá nossa fidelidade”, afirmou.

De acordo com o ministro, a eleição “vai dizer qual é o time” do governo. “Hoje não está claro, tem gente que é governo em Brasília e oposição no Estado, ou o contrário. Hoje, temos palanques nos Estados muito melhores do que tínhamos em 2022”, disse.

Dias afirmou ser possível uma reconciliação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP).

“Davi Alcolumbre é, em 1º lugar, do Estado do Amapá, ele é ponte do campo político que apoia o presidente Lula. Além de tudo, é um líder que tem compromisso com o Brasil”, declarou. “São 2 líderes que têm seus sentimentos, suas emoções, mas são 2 Poderes”, disse.

Segundo o ministro, houve “vários momentos de tensão” desde 2023, causados por diversos fatores. “E reabrimos, através do diálogo, boas relações que resultaram em mudanças profundas e projetos que fizeram o Brasil avançar.

FLÁVIO BOLSONARO

Questionado sobre como a relação entre o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, fundador do banco Master, pode influenciar a eleição, Dias respondeu que haverá “um peso muito grande” para a questão da “separação do político do crime organizado”.

Ele disse: “Como uma autoridade do Senado ou da Câmara ou governador se mete com o PCC, com lavagem de dinheiro, com Vorcaro? Como é que se envolve com tantos ilícitos criminosos? O Vorcaro é como um posto Ipiranga do crime no Brasil. Precisa de uma mesada? Fala com o Vorcaro. Precisa fazer um filme de papel? Fala com o Vorcaro”.

Segundo o ministro, ao ir aos EUA e tentar puxar para si o crédito pelos EUA terem classificado o PCC e o Comando Vermelho como “organizações terroristas”, Flávio quis “abafar” as notícias sobre o Master.

“Uma medida irresponsável, antipatriota, que coloca o interesse individual, familiar, de pequenos grupos acima do interesse maior do povo brasileiro”, afirmou.

“Qual o interesse de chegar de forma tão subalterna perante o presidente dos EUA para fazer um pedido? Tem um risco real de prejuízo econômico para o país. Há que se avaliar do ponto de vista até do crime de lesa-pátria”, declarou.

FONTE: PODER 360

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