Sexta, 19 de Junho de 2026
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Política BANCO MASTER

Jaques Wagner: sigilo é derrubado por André Mendonça; veja

A fundamentação que determinou busca e apreensão contra Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado.

18/06/2026 10h37 Atualizada há 20 horas atrás
Por: Redação
FOTO: REPRODUÇÃO
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu pedidos da Polícia Federal e impôs restrições ao senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. Este procedimento é um desdobramento da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo gestores do Banco Master. A decisão foi tomada nos autos da Petição 16.229, instrumento processual que tramita sob sigilo para pedidos de medidas cautelares em investigações complexas. As informações são do portal "Conexão Política".

Segundo a investigação, o senador teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso Nacional, em troca de vantagens indevidas. A Polícia Federal aponta três eixos principais de atuação ilícita: o recebimento de um apartamento de luxo no empreendimento Poème Horto, em Salvador, avaliado em R$ 2,45 milhões; o recebimento de benefícios como voos em aeronaves particulares e ingressos para shows internacionais; e o aporte de milhões de reais em empresas ligadas a familiares do parlamentar, como a BN Financeira Ltda.

De acordo com o ministro André Mendonça, a PF reuniu indícios de que Jaques Wagner seria o beneficiário central do esquema. A decisão detalha mensagens que sugerem o uso de empresas interpostas para ocultar a real titularidade do imóvel de luxo e a movimentação financeira de valores que não condiziam com a estrutura operacional das empresas da família do senador. Além disso, o inquérito aponta a apresentação de emendas legislativas, como a "Emenda Master" à PEC 65/2023, após interlocuções diretas entre os gestores do banco e o gabinete parlamentar.

Como medida cautelar, Mendonça proibiu o senador de manter contato com os demais investigados, com exceção de familiares diretos, e vetou sua atuação na gestão de empresas ligadas ao caso. O magistrado também determinou a suspensão das atividades econômicas de três companhias: BN Financeira Ltda., BN Representações Tecnológicas Ltda. e Epítome S.A., sob o argumento de que serviam como instrumentos de dissimulação patrimonial. A decisão visa evitar a destruição de provas e a continuidade de práticas criminosas.

Além de Jaques Wagner, a operação impôs medidas restritivas a outros investigados, incluindo a proibição de saída do país e o recolhimento de passaportes. O ministro justificou a urgência das ações devido à continuidade das tratativas sobre o imóvel investigado mesmo após o início da operação. O cumprimento das ordens judiciais ocorreu nesta quinta-feira (18), com ciência imediata à Procuradoria-Geral da República.

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